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15/02/2010 às 14h31
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11/02/2010 às 19h56
MARCIO AITH
da Folha de S.Paulo
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comunicou ao presidente Lula e ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que não será candidato ao governo de Goiás. Meirelles disse a ambos que pode contribuir melhor ao país "no plano federal".
Com a decisão, Meirelles deixa em aberto não só a alternativa de manter-se no cargo até o final do governo Lula como, também, a opção de candidatar-se à vice-presidência na chapa da ministra Dilma Roussef.
Meirelles planejara tomar qualquer decisão apenas no final de março. Nos últimos dias, no entanto, ele foi pressionado por Rezende a anunciar logo se pretende ou não concorrer ao governo estadual.
Segundo Rezende, a indefinição de Meirelles dá espaço político aos adversários no Estado e cria um vácuo desnecessário. Em resposta a Rezende, Meirelles libera o PMDB estadual a tomar a decisão que lhe for mais adequada.
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11/02/2010 às 19h55
O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), comparou, em carta endereçada ao governo do DF nesta quinta-feira, o decreto de sua prisão preventiva com as consequências judiciais que tiveram casos como "o impeachment de Collor e mais recentemente a crise do mensalão do PT ou no governo do Rio Grande do Sul". Segundo ele, "não se viu medidas judiciais coercitivas dessa gravidade".
Hoje, o STJ decretou o prisão preventiva de Arruda pela suposta tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do mensalão do DEM. O governador se apresentou à Polícia Federal em Brasília e pediu afastamento do cargo.
Arruda diz ainda que seus advogados estiveram ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ), oferecendo um depoimento seu. Segundo ele, a oitiva foi considerada desnecessária.
"Com muita fé em Deus vou manter o equilíbrio e a serenidade para contribuir não apenas com a total elucidação dos fatos presentes, mas também com a mudança na legislação eleitoral e política brasileira, que dá aos vândalos os métodos próprios de sucessivas eleições e aos ingênuos as penas máximas da visão que impera onde o importante não é seguir a lei, mas saber ludibriá-la", afirmou Arruda.
O governador afastado disse que o episódio que vive faz "prevalecer a verdade sobre as armadilhas, as farsas, os golpes baixos da política, sobre as maquinações diabólicas que, mais cedo ou mais tarde, são desmascaradas".
Em carta enviada à Câmara Legislativa, Arruda afirmou que desarmou uma quadrilha que voltou-se contra ele para "confundir a opinião pública, confundir as autoridades e tramar a minha saída do Executivo, como se isso tivesse o poder de esconder as falcatruas que durante tantos anos praticaram impunemente". O governador afastado disse que enfrentará todas as dificuldades para que "bandidos, travestidos de mocinhos, sejam desmascarados".
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
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11/02/2010 às 00h43
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